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Quarta-feira, 26 de Agosto 2026
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Proposta de delação na PGR cita Jaques Wagner e ACM Neto em investigação sobre banco Master

Revelações atribuídas ao antigo proprietário da Reag movimentam os bastidores políticos da Bahia.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Proposta de delação na PGR cita Jaques Wagner e ACM Neto em investigação sobre banco Master
Reprodução / Walter Ramos
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A proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo antigo proprietário da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, à Procuradoria Geral da República trouxe novos desdobramentos para a cena política e financeira do país. O material entregue às autoridades federais, composto por 17 anexos com documentos e relatórios de transações, menciona o senador Jaques Wagner e o antigo prefeito de Salvador ACM Neto em meio a investigações centradas nas atividades do Banco Master e de seu antigo controlador, Daniel Vorcaro.

O documento encontra se em etapa de ajustes finais para assinatura formal e posterior encaminhamento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso na corte constitucional. A divulgação dos trechos iniciais da proposta provocou forte movimentação nos bastidores políticos de Salvador e Brasília.

As citações ao senador Jaques Wagner e o caso dos ingressos

Nos relatos entregues à equipe de investigadores da Procuradoria Geral da República, Mansur afirma que o executivo Augusto Ferreira Lima, antigo sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, teria providenciado ingressos para o show da cantora Taylor Swift realizado em São Paulo no ano de 2023. Os bilhetes, avaliados em R$ 63,3 mil, teriam sido repassados como presente ao parlamentar baiano.

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Em resposta pública, o senador Jaques Wagner declarou que a aquisição ocorreu por meio de um pedido pessoal feito por Lima a um amigo para viabilizar o acesso ao evento. O parlamentar destacou que não conhece João Carlos Mansur pessoalmente e reafirmou que nunca manteve relação comercial, financeira ou institucional com a Reag Investimentos.

A relação do fundo de ACM Neto com a gestora Reag

No tocante ao nome de ACM Neto, as menções no texto da delação estão associadas ao fato de o político figurar como cotista exclusivo do fundo de investimento privado Seattle 95. As apurações indicam que o referido fundo aplicava recursos no veículo Structure, focado em carteiras de empréstimos consignados originados pelo Banco Master. Entre o final de 2021 e meados de 2025, o Seattle 95 movimentou aportes financeiros expressivos sob a administração da Reag.

Em nota oficial encaminhada aos veículos de comunicação, ACM Neto informou que o fundo Seattle 95 foi constituído no encerramento de 2021 com recursos próprios, totalmente declarados e de origem estritamente lícita. O antigo prefeito ressaltou que a contratação da Reag ocorreu com o objetivo de cumprir as exigências regulatórias estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Neto afirmou ainda que as rentabilidades obtidas no período foram compatíveis com as praticadas no mercado e que todos os impostos devidos foram devidamente recolhidos aos cofres públicos.

O foco central das investigações no Banco Master e Daniel Vorcaro

Apesar das citações a figuras políticas da Bahia, o alvo central da proposta de colaboração premiada negociada por Mansur é o empresário Daniel Vorcaro, antigo comandante do Banco Master. De acordo com os relatos apresentados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, a Reag prestava serviços de estruturação de fundos para o grupo bancário desde 2019.

A proposta de colaboração aponta que estruturas mantidas no exterior e fundos específicos teriam sido utilizados para desviar recursos da instituição financeira. Como condição para a conclusão do acordo com os órgãos de controle, prevê se o pagamento de R$ 40 milhões em multas por parte do delator.

Quadro comparativo das citações e posicionamentos oficiais

Análise política e reflexos para as articulações estaduais

A inclusão de nomes relevantes do cenário político baiano em investigações do mercado financeiro adiciona um componente de volatilidade ao debate público local. Em um momento de articulações estratégicas para o fortalecimento de alianças regionais, a exposição de detalhes sobre relações comerciais e cortesias corporativas exige respostas rápidas e transparentes por parte dos envolvidos.

O desfecho da homologação do acordo no STF definirá os próximos passos das diligências. O portal NOTÍCIAS MANDATO BAHIA continuará acompanhando os desdobramentos judiciais e os impactos políticos decorrentes dessas investigações com rigor e isenção jornalística.

FONTE/CRÉDITOS: Bahia.ba

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