A prefeita de Marituba, Patrícia Alencar (MDB), voltou ao centro das atenções nas redes sociais após publicar um vídeo nos stories de seu Instagram, onde aparece dançando forró de biquíni. A gravação, feita durante um momento de lazer, acabou provocando uma enxurrada de críticas e elogios entre seus mais de 820 mil seguidores. A polêmica rapidamente tomou conta da web e gerou debate sobre os limites entre a vida pessoal e pública de figuras políticas, especialmente mulheres.
Em resposta à repercussão, Patrícia se manifestou de forma direta. “Gente. Sério que toda essa confusão é por causa de uma mulher de biquíni? Égua de machismo. Evoluam! Mulher pode ser trabalhadora, mãe e bonitinha”, escreveu em tom de indignação. A frase viralizou e foi compartilhada por internautas que saíram em defesa da gestora.
A prefeita, que tem 37 anos e é mãe de três filhos, foi eleita pela primeira vez em 2020, tornando-se a primeira mulher a assumir a chefia do Executivo municipal de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, no Pará. Em 2024, ela foi reeleita.
Ainda nas redes sociais, Patrícia ironizou os comentários críticos: “É engajamento que vocês querem? Tá bom então”, publicou.
Divisão de opiniões nas redes sociais
Enquanto parte do público viu a postagem como uma quebra de estereótipos e um ato de liberdade pessoal, outros consideraram a atitude incompatível com o cargo público que ela ocupa. O episódio reabriu discussões recorrentes sobre o machismo estrutural na política brasileira, especialmente quando mulheres são cobradas por padrões de comportamento que não se aplicam da mesma forma aos homens.
Mulheres na política ainda enfrentam julgamentos desiguais
Casos como o de Patrícia Alencar mostram que, mesmo em 2025, a presença feminina na política continua desafiadora, com cobranças frequentes sobre aparência, vestuário e comportamento — fatores raramente apontados como problema em políticos homens.
A repercussão do vídeo mostra que a internet, ao mesmo tempo em que aproxima os eleitores dos seus representantes, também amplia o campo de julgamentos, principalmente quando envolvem mulheres que fogem do padrão esperado pela sociedade.

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