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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
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Philozon desenvolve inovação para tratar feridas complexas

Medplus é o primeiro dispositivo de ozonioterapia aprovado pela Anvisa para essa finalidade no país

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Philozon desenvolve inovação para tratar feridas complexas
ozonioterapia começa a conquistar um novo espaço na assistência à saúde brasileira
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro da linha Medplus, desenvolvida pela empresa brasileira Philozon, para o tratamento de feridas crônicas. O Órgão Regulador concedeu a primeira aprovação oficial no Brasil de um equipamento de ozonioterapia com indicação específica para essa finalidade. Com isso, o registro marca um novo capítulo para o uso da tecnologia no tratamento de feridas e também destaca a produção nacional de dispositivos médicos voltados à ozonioterapia.

O avanço ocorre em um momento de mudanças no cenário regulatório da prática no país. Em 1º de julho de 2026, a Anvisa publicou a Nota Técnica nº 41/2026, que ampliou e detalhou as indicações reconhecidas para dispositivos emissores de ozônio, incluindo seu uso como terapia adjuvante no tratamento de feridas ulceradas em pé diabético e feridas infecciosas agudas em pacientes maiores de 18 anos. A medida se soma à Resolução CFM nº 2.445 de 2025 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamentou o uso médico da ozonioterapia como procedimento adjuvante para determinadas feridas.

O registro da linha Medplus é resultado de uma trajetória de desenvolvimento tecnológico da Philozon, empresa brasileira fundada em 2004 e especializada no desenvolvimento e fabricação de geradores de ozônio para aplicações em saúde. A companhia possui a certificação ISO 13485, voltada ao sistema de gestão da qualidade para dispositivos médicos.

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“É um passo que consolida uma trajetória de investimento em tecnologia nacional. Mais do que colocar um equipamento no mercado, nosso objetivo foi desenvolver uma solução que atendesse aos critérios regulatórios e de qualidade exigidos para um dispositivo médico. A aprovação para o tratamento de feridas amplia as possibilidades de utilização da tecnologia dentro dos parâmetros definidos pela Anvisa”, declara Rafael Nührich, CEO da Philozon.

Desafio para pacientes e sistemas de saúde

Feridas crônicas podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde e exigem acompanhamento contínuo e, muitas vezes, multidisciplinar. Entre os casos mais frequentes estão lesões associadas ao diabetes, doenças vasculares e processos infecciosos, que podem apresentar dificuldade de cicatrização, aumentar o risco de complicações e comprometer a qualidade de vida dos pacientes.

O impacto ultrapassa a esfera individual e representa também um desafio para a saúde pública, diante da necessidade de acompanhamento prolongado, prevenção de complicações e redução do risco de amputações. A dimensão desse problema ajuda a explicar a atenção internacional ao tema: segundo a International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF), uma pessoa perde um membro inferior a cada 20 segundos no mundo em decorrência das complicações do diabetes.

Nesse contexto, a ozonioterapia é utilizada como terapia complementar, associada ao tratamento convencional. O ozônio medicinal apresenta propriedades antimicrobianas e vem sendo estudado por seus efeitos sobre processos relacionados à regeneração dos tecidos, circulação e resposta antioxidante do organismo.

“A ozonioterapia não substitui o tratamento convencional. Quando indicada, ela pode atuar como um recurso complementar dentro de um plano terapêutico individualizado. A avaliação do paciente, a indicação correta, a concentração utilizada e a aplicação por profissional habilitado são fundamentais para a segurança e para os resultados do tratamento”, explica a Dra. Letícia Philippi, farmacêutica, especialista em ozonioterapia e fundadora e diretora da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ).

Diferentes áreas de aplicação

Além da utilização em feridas, a ozonioterapia possui aplicações regulamentadas ou reconhecidas em diferentes áreas profissionais da saúde. Na Odontologia, por exemplo, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) regulamentou a utilização do ozônio medicinal pelo cirurgião-dentista por meio da Resolução CFO-166/2015.

Na Enfermagem, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reconheceu a ozonioterapia como terapia complementar que pode ser utilizada por enfermeiros devidamente capacitados, conforme o Parecer Normativo nº 001/2020. A norma estabelece parâmetros para a atuação profissional e reforça a necessidade de capacitação específica para a aplicação da técnica.

A prática também possui regulamentações específicas no âmbito da Farmácia, Biomedicina e Fisioterapia, respeitando as atribuições e os limites definidos por cada conselho profissional. Na Medicina Veterinária, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) regulamentou a utilização da ozonioterapia por médicos-veterinários em 2020.

“A existência de diferentes regulamentações não significa que qualquer profissional possa realizar qualquer tipo de aplicação. Cada conselho estabelece as competências e os limites de atuação de sua categoria. Por isso, o paciente deve procurar um profissional habilitado e verificar se o equipamento utilizado está devidamente regularizado”, acentua a Dra. Letícia.



Website: https://philozon.com.br/
FONTE/CRÉDITOS: DINO

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