O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de cerca de R$ 390 milhões em bens e valores vinculados ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi). A decisão, tomada após solicitação da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), é parte de uma investigação que apura supostas fraudes envolvendo recursos do INSS.
O bloqueio inclui bens móveis, imóveis e contas bancárias de pessoas ligadas à entidade, entre elas Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo, e o espólio do ex-presidente do sindicato, João Batista Inocentini, chamado de João Feio, falecido em 2023.
Embora o vice-presidente do Sindnapi, Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integre a atual diretoria, ele não é investigado no caso, segundo informações oficiais.
A decisão de Mendonça também autoriza a quebra dos sigilos fiscal e bancário do sindicato e de vários dirigentes, abrangendo o período de 2020 até 2025. As medidas visam permitir uma análise detalhada das movimentações financeiras, após os investigadores identificarem indícios de operações suspeitas e incompatíveis com a atividade sindical.
De acordo com as investigações, parte dos recursos desviados teria origem em convênios e parcerias públicas ligados à gestão de benefícios previdenciários. A PF busca identificar se houve uso indevido de recursos destinados a aposentados e pensionistas, possivelmente desviados por meio de contratos fictícios, superfaturamento e repasses irregulares.
O Sindnapi, vinculado à Força Sindical, atua nacionalmente na defesa dos direitos de aposentados e idosos. Com a decisão do STF, a entidade e seus dirigentes ficam temporariamente impedidos de movimentar os valores bloqueados até a conclusão da análise financeira.
A defesa dos investigados ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão. O caso segue sob sigilo judicial.
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