O Movimento Brasil Livre (MBL) anunciou, na noite desta terça-feira (11), a expulsão do vereador Sandro Filho (PP) de seus quadros. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional do grupo, Renan Santos, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, após denúncias de que o parlamentar teria favorecido a esposa, Mariana, em um contrato de empresa que presta serviços à prefeitura.
Segundo Renan, a medida foi tomada pelo núcleo nacional do MBL, com base em apuração da equipe de compliance do movimento. A investigação apontou que a esposa do vereador teria se tornado sócia de uma empresa administrada por João Paulo Andrade Lisboa de Brito, conhecido como “Agiota”, ex-chefe de gabinete de vereadores de Salvador investigados por rachadinha.
“Não posso afirmar que o Sandro recebeu dinheiro desviado, não serei leviano. Mas é incompatível com o MBL ter um de seus membros associado a alguém com esse histórico”, afirmou Renan Santos.
Durante a live, o dirigente classificou o vereador como “imaturo” e disse que ele “mudou após o casamento”, chamando ainda a esposa de “deslumbrada”. Renan defendeu que Sandro Filho renuncie ao mandato, afirmando:
“Espero que ele tenha uma atitude nobre e renuncie. Mas ele não vai fazer isso, vai dizer que está lutando contra o sistema da Bahia.”
Reação do vereador
Em nota oficial, Sandro Filho rebateu as acusações, alegando que a decisão do MBL foi baseada em informações falsas e que há uma tentativa política de prejudicar sua imagem.
“A decisão do movimento se deu a partir de acusações sobre minha conduta no mandato. Reafirmo que as acusações são falsas e têm o objetivo de manchar minha imagem”, disse.
O vereador também afirmou ser alvo de retaliações políticas.
“Existe uma articulação de pessoas ruins com o objetivo de me prejudicar. Bati em muita gente grande, e eles fabricaram tudo, mesmo que baseado em suposições”, declarou.
Com a expulsão, Sandro Filho deixa de integrar o movimento que o projetou politicamente e passa a enfrentar desgaste dentro e fora do seu grupo partidário. O caso deve continuar sendo acompanhado pelo MBL e por órgãos de controle ligados à Prefeitura de Salvador.
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