O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a comentar nesta quinta-feira (11) sobre as movimentações políticas envolvendo a federação entre União Brasil e Progressistas (PP). O tema vem gerando debate no cenário político baiano, já que o PP integra hoje a base de apoio do governo estadual, enquanto o União Brasil faz oposição.
Durante entrevista coletiva concedida na autorização da reforma e ampliação do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, Jerônimo destacou que não pretende se envolver nas negociações da federação entre as duas legendas.
“Eu tenho acompanhado no geral, mas eu posso interferir no meu partido, no que diz respeito à federação que o meu partido participa. Não como governador, mas como militante, como filiado. O tratado é entre a União Brasil e o PP”, afirmou.
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Apoio a deputados do PP na Assembleia
Apesar de minimizar a questão da federação, Jerônimo fez questão de ressaltar sua relação com os parlamentares do PP na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), reforçando que pretende ajudá-los a garantir espaço em partidos da base governista.
“Nós temos uma relação com os deputados [do PP]. Meu desejo é mantê-los ao meu lado. Eles procurarão quais partidos se adequam melhor para poder garantir seus mandatos. E assim, acontecendo, eu os ajudarei no sentido de garantir que, caso seja o partido que a gente possa conversar, eu farei isso”, declarou.
Contexto político
A possível federação entre União Brasil e PP cria um dilema no tabuleiro da política baiana. Enquanto em nível nacional os partidos buscam união para fortalecer estratégias eleitorais, na Bahia a situação é delicada, já que o União Brasil é comandado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, principal opositor do PT no estado.
Ao minimizar a relevância da federação, Jerônimo demonstra interesse em blindar sua base na Alba e manter o PP próximo ao seu governo, mesmo diante de uma aliança nacional que, em tese, poderia empurrar os progressistas para o campo da oposição.

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