O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira, 26, o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi encaminhado ao regime fechado após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na terça-feira, 25. Para o petista, a medida representa uma resposta do Estado brasileiro a práticas que, segundo ele, atentaram contra a democracia.
“Ninguém vai ficar impune, em algum momento a conta vem”, afirmou Jerônimo durante coletiva de imprensa realizada no lançamento da Operação Verão 2025/2026, em Salvador. O governador destacou que o país vive um processo de fortalecimento institucional e que o caso de Bolsonaro segue os trâmites legais.
Jerônimo reforçou críticas às condutas observadas no governo do ex-presidente e disse que o Brasil não pode tolerar ações de ameaça à ordem democrática. “Quem mexe com recursos públicos de forma indevida, quem adota práticas como as feitas no governo passado, criando um ambiente de ameaça à democracia, tem que responder. Todo esse movimento que foi feito de ameaçar de morte um presidente da República, um vice-presidente e um ministro do Supremo é muito grave”, declarou.
O governador também aproveitou para criticar grupos que, segundo ele, minimizaram os riscos institucionais nos últimos anos. “Espero que a turma do ‘tanto faz’ na Bahia entenda o que aconteceu. Não é tanto faz. Havia intenção, havia planejamento, e quem segue líderes que disseminam perversidade contra a democracia precisa rever seus atos”, afirmou.
Jerônimo reiterou que a condenação do ex-presidente ocorreu dentro da legalidade. “Nossa democracia é muito jovem, mas muito firme. Então está se pagando o que se deve”, completou.

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