Em seu terceiro mandato, o presidente Lula (PT) indicou dois homens para o Supremo Tribunal Eleitoral (STF): Cristiano Zanin, que advogou para o petista em casos da Lava Jato, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça. Sua esposa, a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira (4) que torce para que o STF seja um espaço ocupado por mais mulheres.
Janja deu a declaração em evento que oficializou o lançamento da agenda transversal de mulheres no Plano Plurianual de 2024-2027. Também participaram da cerimônia ministras do governo petista e Cármen Lúcia, hoje a única mulher entre os 11 integrantes do STF.
“Toda vez que eu chego em algum evento lá no Supremo, eu vou direto para ela [Cármen Lúcia]. Porque eu sempre entro naquela sala e é uma sala muito masculina e aquilo me incomoda muito, e aí eu sempre busco a ministra Cármen lá. Eu espero, realmente, é um espaço muito difícil, mas eu espero que logo aquele espaço também seja um espaço de mais mulheres”, afirmou Janja no começo de sua fala no evento.
Lula, porém, não cedeu aos apelos, assim como fez na sua primeira indicação, quando optou por Zanin, a quem chamou de amigo. Antes de decidir pelo nome de Dino, o presidente já havia dito que gênero e cor não seriam critérios para sua decisão. Com isso, a representação feminina na corte suprema fica em 9%, uma das piores da América Latina.

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