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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
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Governo Lula quer alterar PL Antifacção no Senado e pressiona por retomada de pontos originais

Após a Câmara retirar trechos considerados essenciais, Planalto aposta no Senado para recuperar medidas defendidas pelo governo no combate a facções criminosas.

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Por Mandato Bahia
Governo Lula quer alterar PL Antifacção no Senado e pressiona por retomada de pontos originais
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O governo Lula iniciou uma articulação intensa no Senado para tentar reverter a derrota que sofreu na Câmara dos Deputados com a aprovação do PL Antifacção, proposta que endurece penas contra facções criminosas como PCC e Comando Vermelho. O texto aprovado na terça-feira (18) desagradou o Palácio do Planalto, que avalia que a versão final retirou elementos essenciais da proposta enviada originalmente pelo Executivo.

O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, foi escolhido como relator da matéria no Senado. A decisão partiu do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que levou em conta a experiência do parlamentar como relator da CPI do Crime Organizado. A expectativa do governo é de que o Senado promova um debate mais técnico e reequilibre trechos que, segundo aliados de Lula, foram “descaracterizados” na Câmara.

As negociações se concentram em três pontos centrais que o Executivo considera fundamentais para a efetividade da política de enfrentamento ao crime organizado. O primeiro é a criação de um tipo penal específico para organizações criminosas, dispositivo retirado na votação da Câmara e tratado como prioridade pelo Planalto. O segundo é o aprimoramento das regras sobre a apreensão e a perda de bens de criminosos, consideradas frágeis e insuficientes pela equipe jurídica do governo. O terceiro envolve a divisão dos recursos destinados aos fundos de segurança pública, que, na avaliação do governo, não pode entrar em conflito com normas já estabelecidas.

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Nos bastidores, integrantes da articulação política afirmam que o relatório do deputado Guilherme Derrite, do Progressistas de São Paulo, alterou substancialmente a proposta e reduziu o alcance das medidas defendidas pela equipe de segurança pública do governo. Há expectativa de que a análise no Senado recupere parte desses pontos, mas, se houver mudanças, o texto terá de retornar à Câmara para nova votação.

A movimentação ocorre em meio à pressão de governadores e especialistas em segurança pública por ações mais robustas contra o avanço das facções no país. O Planalto avalia que, apesar da derrota, ainda há margem para reconstruir o texto e evitar que o tema seja capturado por disputas políticas em ano pré-eleitoral.

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