Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Política

Comissão aprova proibição de desligamento de jovens atletas durante o ano escolar

Texto segue em análise na Câmara dos Deputados

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Comissão aprova proibição de desligamento de jovens atletas durante o ano escolar
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Luiz Lima recomendou a aprovação do projeto

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe as organizações esportivas formadoras de rescindirem unilateralmente o contrato de formação de atletas durante o período letivo escolar, exceto em hipóteses de justa causa. As entidades que descumprirem a regra estarão sujeitas à suspensão do certificado de organização formadora pelo prazo de um ano.

A proposta altera a Lei Geral do Esporte para garantir estabilidade educacional e combater a evasão escolar de jovens em formação esportiva.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5224/25, aprovado na forma de um texto alternativo (substitutivo) apresentado pelo relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ).

Leia Também:

Ele ressaltou que a demissão de atletas no meio do ano escolar acarreta prejuízos emocionais, sociais e pedagógicos, "especialmente em razão da necessidade de mudança de residência, de estabelecimento de ensino e da ruptura dos vínculos construídos ao longo do ano escolar".

Modificações O texto original foi apresentado à Câmara pelo deputado Douglas Viegas (SP), atualmente fora do exercício do mandato.

A versão aprovada pela comissão traz duas mudanças principais em relação ao texto inicial. A primeira alteração substituiu a exceção de desligamento por "falta disciplinar grave" pelo termo "justa causa", com referência à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para dar maior precisão técnica ao texto.

A segunda mudança estabeleceu que a comunicação sobre a rescisão do contrato de atleta menor de 18 anos deverá ser realizada no prazo de 24 horas tanto ao Conselho Tutelar quanto ao Ministério Público. O projeto original previa o envio da notificação apenas ao Conselho Tutelar.

"A alteração decorre das atribuições constitucionais e legais conferidas ao Ministério Público para a defesa dos interesses de crianças e adolescentes e para a tutela de direitos indisponíveis", explicou Luiz Lima.

Próximos passos A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

 

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR