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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
Política

Comissão aprova política para compra pública de alimentos perecíveis de pequenos produtores

Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Comissão aprova política para compra pública de alimentos perecíveis de pequenos produtores
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Deputado Evair Vieira de Melo, relator do projeto de lei

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4809/25, que institui a Política Nacional de Compras Públicas de Produtos Perecíveis de Pequenos e Médios Produtores Rurais.

A ideia é incentivar a venda direta de alimentos frescos ao governo federal, assegurar renda mínima aos agricultores e reduzir o desperdício de itens de rápida deterioração no campo.

De autoria do deputado Helder Salomão (PT-ES), o texto prevê que a política seja executada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atuando de forma integrada às ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

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Combate ao desperdício O relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), recomendou a aprovação do texto. Ele destacou que a comercialização de itens perecíveis é um dos maiores desafios enfrentados pelos pequenos produtores.

"Sob a perspectiva agrária e produtiva, a proposta contribui para ampliar a inserção da agricultura familiar em mercados institucionais, mitigar riscos característicos da perecibilidade — que pressionam preços, elevam perdas e comprometem a renda — e aprimorar a coordenação entre oferta e demanda no abastecimento público", sustentou o parlamentar em seu parecer.

A medida abrange a aquisição de itens como frutas, hortaliças, legumes, laticínios, ovos, pescados locais e carnes de pequeno porte.

Os alimentos comprados pelo poder público deverão ser destinados prioritariamente a:

hospitais públicos e entidades filantrópicas; creches e escolas da rede pública de ensino; cozinhas comunitárias e bancos de alimentos; programas emergenciais de distribuição de cestas básicas e de segurança alimentar.

O texto também atribui ao Executivo a definição dos critérios para fixar preços de compra (com base nos custos de produção e médias de mercado), cadastramento dos produtores, logística de transporte e armazenamento, além de ações de suporte técnico e capacitação digital para agricultores em áreas remotas.

Próximos passos A proposição tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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