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Domingo, 19 de Abril de 2026
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POLÍTICA

A Bahia sangra e o silêncio ecoa: a dura fala de ACM Neto diante da violência que sufoca o povo

Foram 6.036 vidas perdidas, arrancadas do seio das famílias em 2023.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
A Bahia sangra e o silêncio ecoa: a dura fala de ACM Neto diante da violência que sufoca o povo
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O céu da Bahia anda pesado. Nas ruas, nas esquinas, nos becos e vielas, o medo caminha lado a lado com o povo. Nesta quinta-feira, um grito de indignação rasgou as redes sociais: ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, não se calou diante da triste realidade revelada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.

Foram 6.036 vidas perdidas, arrancadas do seio das famílias em 2023. Cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão aqui, nesse chão baiano onde o axé pulsa, mas onde a paz tem faltado. Diante de números que ferem como punhais, Neto ergueu a voz e desafiou:

“Governador Jerônimo Rodrigues, deixa eu te fazer uma pergunta: o senhor acha normal ligar a televisão e pela milésima vez ter que assistir que a Bahia está em primeiro lugar em violência no Brasil?”

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A crítica foi dura, mas carregada de verdade. Neto apontou o dedo para o silêncio que se repete, para a apatia de quem governa um estado que há quase 20 anos vive sob a mesma bandeira partidária — e vê sua juventude tombar dia após dia.

Com palavras que cortam como faca afiada, ele denunciou o abandono da periferia, o medo das mães, o luto que se tornou rotina nas cidades do interior.

“Nós temos acompanhado todos os dias a dor e o sofrimento das pessoas em nosso estado, sobretudo dos mais pobres, das pessoas que vivem nas periferias, das pessoas que vivem no interior.”

É o clamor de um povo que já não sabe mais a quem recorrer. É a revolta de quem não aceita que a Bahia seja sinônimo de manchete policial. Para Neto, o atual governador não tem preparo nem coragem para enfrentar essa guerra silenciosa.

“Governador Jerônimo Rodrigues, eu não aguento mais, como cidadão, ver a Bahia ocupar as páginas policiais do nosso país.”

No fim, ficou a sentença: ou muda-se o rumo, ou a Bahia seguirá chorando seus mortos. Não há outro caminho — a Bahia precisa de liderança, de pulso firme, de coragem verdadeira para restaurar a paz que tanto merece.

Hoje, o povo ouviu um desabafo. Amanhã, talvez transforme essa dor em força. Porque a Bahia é maior que seus algozes. E sua gente não nasceu para viver de luto.

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