
Chega a ser cafona, ridículo e despropositado alterar as características do letreiro da cidade de Ilhéus em nome da vaidade. A ideia original da peça visava evocar a memória de uma cidade ligada à cultura do cacau, suas histórias, seu legado e seu pertencimento.
Já ocorreram algumas modificações, sempre mantendo suas características e traços dentro do contexto histórico, sem abrir mão de sua finalidade: ser um marco do qual os turistas se orgulham ao dizer que passaram por Ilhéus.
Contudo, a loucura ultrapassa todos os limites do bom senso. Nosso letreiro, que já havia sido concebido como uma atração turística, transforma-se agora em uma ferramenta ditatorial: "Agora eu mando, pode pintar tudo de azul."
Renovação ou apenas repetição? Nada se altera, ou tudo continua decadente, sem qualquer esperança.



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