Venho dizendo que as duas vagas para o Senado serão ocupadas por um nome do governismo e da oposição, respectivamente Rui Costa (PT) e Angelo Coronel (reeleição).
O Coronel, compadre do também senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, ainda não definiu seu novo abrigo partidário. Tem três opções: Podemos, União Brasil e Republicanos.
Em relação ao Podemos, a condição para que o grupo político do Coronel se filie ao partido é o rompimento da legenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), passando a apoiar ACM Neto ao comando do cobiçado Palácio de Ondina.
Última pesquisa do instituto Real Time Big Data para o Senado, realizada entre os dias 10 e 11 de março, com dois mil eleitores, traz o seguinte resultado: Rui Costa 27%, Jaques Wagner 21%, Angelo Coronel 18% e João Roma, postulante pelo PL, com 14%.
O eleitorado da direita, bolsonarista ou não, que não quer à reeleição de Wagner, sabendo que o Coronel é quem pode derrotá-lo, vai dar um chega pra lá em João Roma.
Além do apoio de muitos prefeitos, vereadores e lideranças políticas, Angelo Coronel pode ter o chamado "voto útil" como principal "cabo eleitoral".
Outro ponto a favor do Coronel nos remete ao saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, que dizia que "a política ama a traição e odeia o traidor".
Lembro ao caro e atento leitor que Wagner foi o idealizador da majoritária 100% petista, também chamada de "chapa da soberba" ou do "sapato alto", como diz um amigo meu.
Concluo dizendo que quanto mais o Coronel encostar em Wagner nas pesquisas de intenções de voto, mais forte fica o temido "voto útil".

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