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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Política

MENDONÇA E OS CASOS DO INSS E MASTER

Coluna Wense, 10 de agosto de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
MENDONÇA E OS CASOS DO INSS E MASTER
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"Nunca ficou muito claro, por exemplo, porque três senadores caíram nas malhas do caso Master, mas só dois foram prontamente alvo de inquéritos e operações da PF, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, do PT, e o ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, do Centrão. E o também senador e agora candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que pediu a bagatela de R$ 134 milhões para o “irmão” Vorcaro? Por que a abertura do inquérito demorou tanto e não houve operação de busca?" (Eliane Cantanhêde, colunista do Estadão). 

O lulismo anda se queixando do ministro André Mendonça, o "terrivelmente evangélico", nomeado pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os bolsonaristas estão chamando o relator dos casos Master e INSS de "Mendonção". O que faz lembrar os petistas em relação a Alexandre de Moraes, o "Xandão". 

"André Mendonça é o chamado bom moço, um pastor à moda antiga, de fala mansa, ar sério e confiável, que foi colocado no Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro e tem a obrigação moral e funcional - como, de resto, qualquer juiz - de julgar com independência e imparcialidade", diz a jornalista do Estadão.

Que coisa, hein! Pelo andar da carruagem, André Mendonça caminha a passos largos para cometer os mesmos erros de Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato, ou de Alexandre de Moraes.

"O risco de André Mendonça é repetir Sérgio Moro ou Alexandre de Moraes, que puseram os pés pelas mãos e foram do céu ao inferno com incrível rapidez. Agora é Mendonça quem tem o desafio de evitar sofrer o tombo dos dois", conclui a conceituada e sempre bem informada Eliane Cantanhêde. 

E assim camnha a República Federativa do Brasil, dando um chega pra lá no preceito constitucional de que os Poderes devem ser harmônicos e independentes entre si. 

Essa independência é imprescindível - conditio sine qua non - para a proteção do Estado Democrático de Direito. Do contrário, o caos institucional, o salve-se quem puder.

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