"Nada melhor que um dia atrás do outro", essa é a expressão que vai acompanhar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário.
O tempo passa, as coisas mudam. O amanhã é logo ali. Me refiro ao suposto estupro de Alfredo Gaspar, oficializado como vice de Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair Messias Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
Gaspar, então relator da CPMI do INSS, para se defender da acusação de estupro de uma menina de 13 anos, feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), resgatou uma declaração de Luís Roberto Barroso, ministro aposentado do STF, contra Gilmar Mendes, que não gostou da atitude de Gaspar, usando seu nome no pega-pega com o parlamentar.
Gaspar transportou para Lindbergh as palavras de Barroso contra o decano do STF, integrante mais antigo da Alta Corte. O ministro aposentado disse que Gilmar era "a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia", que era "uma desonra para todos nós".
O caso do estupro está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Lembrando ao caro e atento leitor que Lindbergh enviou supostas provas à Polícia Federal.
Politicamente falando, é impressionante como coloca um político que está sendo investigado por suposto estupro como candidato a vice-presidente da República. Flávio Bolsonaro dar mais um tiro no próprio pé.
A principal consequência negativa na campanha do número 1 vai ser apontada nas próximas pesquisas de intenções de voto, com o aumento da rejeição no eleitorado feminino.
Bolsonaristas que têm juízo, os menos apaixonados, estão tiriricas da vida. O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) e o lulismo comemoraram. O ex-governador de Goiás está de olho nos bolsonaristas antiflávio e nos eleitores da direita lúcida, a antibolsonarista.
No quesito "tiro no pé", com o Flávio versus Flávio, o lulismo e o caismo estão de mãos dadas. É como se fossem aliados de priscas eras.
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