"A gente está lidando com uma situação extremamente grave, que põe em risco a vida do paciente", diz o cirurgião Cláudio Birolini, médico do ex-presidente Bolsonaro, que não tem previsão de deixar a UTI do hospital DF Star.
Não tem mais como o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negar um novo pedido para que o ex-chefe do Palácio do Planalto cumpra a pena em prisão domiciliar.
Politicamente falando, a permanência de Bolsonaro na Papudinha, depois da equipe médica declarar risco elevado para o paciente, seria uma pá de cal na reeleição do presidente Lula (PT).
Se Bolsonaro continuar na Papudinha e acontecer um novo problema de saúde, levando o ex-presidente a óbito, a fatura da sucessão será liquidada no primeiro turno, com a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Deixando a política de lado, cada vez mais charfurdada na lama, seria muita irresponsabilidade de Alexandre de Moraes não atender uma nova solicitação de prisão domiciliar.