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Política

REFORMA MINISTERIAL E AS MULHERES 

Coluna Wense, 26 de fevereiro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
REFORMA MINISTERIAL E AS MULHERES 
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A reforma ministerial do governo Lula 3 tem como objetivo principal a tal da governabilidade, o que significa um maior espaço para os partidos, mais especificamente os que integram o centrão. 

Por falar no centrão, que tem como missão ser governo em qualquer governo, seja ele de esquerda, direita, centro e suas variantes, o desejo de assumir a titularidade da pasta da saúde sucumbiu. Lembrando ao caro e atento leitor que o orçamento do cobiçado Ministério da Saúde em 2024 foi de R$ 218,5 bilhões. 

É até compreensível que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca o quarto mandato, se preocupe com a governabilidade, sob pena de não conseguir governar. Mas sem ficar prisioneiro, vergonhosamente refém do toma lá, dá cá. 

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Toda essa força do centrão tem como arcabouço, viga que sustenta suas reivindicações, que parecem não ter fim, o poder de desengavetar pedidos de impeachment contra o chefe do Palácio do Planalto de plantão. A insaciabilidade do centrão por mais e mais cargos chega a ser assustadora. 

O que não pode acontecer, seria inaceitável e imperdoável, é uma reforma ministerial, digamos, machista. A preocupação faz sentido, já que três mulheres deixaram de ser ministras. Todas substituídas por homens. A última foi Nísia Trindade do Ministério da Saúde. Alexandre Padilha está deixando as Relações Institucionais para ocupar o cargo da demitida Nísia. 

Esse chega pra lá nas mulheres não acontece só na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu com Ana Moser, então ministra do Esporte, substituída por André Fufuca (PP), e com Daniela Carneiro (União Brasil) sendo substituída no Turismo por Celso Sabino, da mesma legenda. Abaixo do primeiríssimo escalão, o machismo também está presente. Rita Serrano, então presidente da Caixa Econômica Federal, abreviadamente CEF, foi substituída por Carlos Vieira Fernandes. 

As entidades e os movimentos ligados à defesa da mulher, principalmente identificados com o campo ideológico da esquerda, precisam reagir. Do contrário, vão ser cúmplices e coniventes com a gigantesca idiotice, protagonizada por imbecis marmanjos, de que "lugar de mulher é na cozinha e não na política".

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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