A frase do jornalista Carlos Andreazza, do Estadão, coagula com a Coluna Wense de ontem, sexta-feira (5), de que Tarcísio de Freitas não é flor que se cheire.
"A anistia de Tarcísio prevê liberdade para Bolsonaro e candidatura para si", diz Andreazza. Liberdade só com inelegibilidade. Do contrário, prisão. Que vá chorar lá no pé do caboclo.
O presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, cria política de Bolsonaro, assume o papel de "coveiro" do criador. Quer Bolsonaro, politicamente falando, na sarjeta.
O tarcisismo, junto com o centrão, tendo na linha de frente o União Brasil, Republicanos, PP, PSD e até uma parte do PL, abrigo partidário de Bolsonaro, colocou o ex-morador do Alvorada em uma situação de "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Liberdade só com inelegibilidade. Candidatura em 2026 nem se ajoelhando nos pés da criatura.
Esse Tarcísio de Freitas não é fácil. Seu cinismo é inominável. Foi um bom ator, sempre dizendo que sua candidatura à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes era irreversível, favas contadas. Hoje quer transformar seu criador político no "patinho feio" da direita brasileira.
Pelo andar da carruagem, o bolsonarismo rotulado de raiz vai ter que dar às mãos à palmatória para Eduardo Bolsonaro, filho número 3 do ex-chefe do Palácio do Planalto. Eduardo cansou de alertar ao clã Bolsonaro que Tarcísio não é confiável.
Que coisa, hein! Quem diria, hein! Tarcísio de Freitas apunhalando pelas costas, sem dó e piedade, o "amigo" Jair Messias Bolsonaro. A expectativa agora fica por conta do pastor Malafaia, se vai se juntar a Tarcísio.
Coisas da política, como dizia o saudoso jornalista Carlos Castello Branco na sua conceituada e imperdível coluna no então Jornal do Brasil.

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