Começa hoje o julgamento dos que participaram da trama golpista de 8 de janeiro de 2023, com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro sendo o principal réu na ação por ruptura da ordem constitucional, de agir fora das quatro linhas da Lei Maior.
A possibilidade de Bolsonaro ser condenado a 43 anos de prisão pelos cinco crimes cometidos é remotíssima. De um a dez, não passa de dois. A mesma proporção pode ser usada para o cumprimento da pena em regime domiciliar. O ex-morador do Alvorada deve ter o mesmo destino que teve o atual mandatário-mor do Brasil.
O político mais interessado no julgamento de Bolsonaro é Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos. O engraçado é que o chefe do Palácio dos Bandeirantes nega a intenção de disputar o pleito de 2026, mas promete indultar Bolsonaro se for eleito presidente da República.
Costumo dizer que no movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes, quase sempre sujas. As exceções são pouquíssimas.
O problema é que o bolsonarismo, mais especificamente o rotulado de raiz, considerado como o verdadeiro e autêntico, quer que Tarcísio prometa que não vai disputar à reeleição se eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo.
Essa promessa pode fazer Eduardo Bolsonaro aceitar a candidatura de Tarcísio. Lembrando ao caro e atento leitor que o filho número 3 xingou o pai por ter dado declarações de que pode apoiar o governador de São Paulo na sucessão de Lula.
Eduardo Bolsonaro, hoje morador dos Estados Unidos, recebendo o salário de deputado federal sem trabalhar, continua sonhando em ser o candidato do bolsonarismo em 2026. Como diz que o dinheiro que recebe dos cofres públicos é insuficiente, os bondosos bolsonaristas fazem doações via Pix.
Agora é esperar o fim do julgamento e suas consequências políticas, entre elas mais sanções dos Estados Unidos, que é o desejo do "patriota" Eduardo Bolsonaro, cuja preocupação com o desemprego causado pelo tarifaço é zero.
Depois da sobretaxa, o bolsonarismo deixou de lado o bordão "Brasil acima de tudo". Foi substituído pelo "Estados Unidos acima de tudo".

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