"Teve caráter pacífico e legítimo", disse Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, ao ser questionado sobre a manifestação dos deputados bolsonaristas no plenário da Câmara.
Os parlamentares, ocupando a Mesa Diretora, com um deles sentando na cadeira de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, diziam que só iriam acabar com o motim se o projeto de anistia para os que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 fosse colocado para votação.
Dizer que a manifestação foi pacífica, tudo bem. Não teve socos e pontapés, nenhuma agressão física. Era um por todos e todos por um. Os "mosqueteiros" estavam unidos.
Afirmar que o movimento foi legítimo é, no mínimo, um deboche. O senhor Valdemar, dirigente-mor do Partido Liberal, abrigo partidário do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, endossa o vandalismo, jogando o regimento interno da Casa na lata do lixo.
O que o povo brasileiro presenciou foi um atentado ao Estado Democrático de Direito. Nenhum Poder da República - Executivo, Legislativo e Judiciário - pode ser chantageado.
Que a punição aos parlamentares seja exemplar. Do contrário, é ser conivente com o escancarado ato de vandalismo.
Concluo aconselhando os parlamentares que caminhem pela estrada da Lei Maior, da nossa Constituição, e não pelos ensinamentos do livro O Príncipe de Nicolau Maquiavel.
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