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Política

GEDDEL, MDB E A MAJORITÁRIA PURO-SANGUE

Coluna Wense, 7 de novembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
GEDDEL, MDB E A MAJORITÁRIA PURO-SANGUE
Max Haack
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O ex-ministro Geddel Vieira Lima já foi aliado de ACM Neto. Depois romperam, o que não é nenhuma novidade no traiçoeiro e cruel mundo da política. 

O MDB, partido sob o comando dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, não vai aceitar ficar sem um representante na majoritária governista, encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).

Sentindo que já está em curso uma articulação para deixar o MDB fora da chapa, Geddel já começa a dizer que ACM Neto está forte, que se não houver uma união o ex-gestor soteropolitano dificilmente será derrotado. 

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"Estou em uma fase da vida que me permito dizer o que penso, o que vejo, o que sinto. Passei uma semana viajando pelo interior da Bahia e sou forçado a reconhecer, pelo que vi, que se realmente for candidato, o ex-prefeito de Salvador será extremamente competitivo, exigindo das forças que o MDB integra muita unidade, nenhum salto alto e redobrada atenção aos que comeram poeira quando poucos acreditavam", declarou Geddel. 

Geddel deixa nas entrelinhas que não está literalmente descartada uma reaproximação com ACM Neto se o MDB for defenestrado da majoritária. Lembrou que "os que comeram poeira" não podem ser esquecidos. 

Quando fala em "salto alto", Geddel deve estar se referindo a tal da chapa puro-sangue, 100% petista, idealizada pelo senador Jaques Wagner, que tem até a ousadia de desdenhar o PSD, dando um chega pra lá no também senador Angelo Coronel. 

O MDB não abre mão de manter a indicação do vice de Jerônimo Rodrigues. E o atual vice, o emedebista Geraldo Júnior, quer ser novamente o companheiro de chapa do chefe do Palácio de Ondina. 

O que se comenta nos bastidores do lulopetismo da Boa Terra é que o PT até admite que a indicação do vice seja uma prerrogativa do MDB, mas não quer Geraldo Júnior, que obteve menos votos do que Kleber Rosa (PSOL) na última sucessão de Salvador.

Outro ponto que chama atenção na fala de Geddel é que ele faz coro com aqueles que acham que a candidatura de ACM Neto não é certa, irreversível, favas contadas. "Se for candidato", diz o emedebista. 

O MDB passa a ser mais uma dor de cabeça para o lulopetismo da terra de todos os santos e orixás e, principalmente, para o governador Jerônimo Rodrigues. 

Concluo dizendo que a estratégia de Geddel é a mesma de Angelo Coronel: deixar nas entrelinhas que podem debandar para o oposicionismo se não houver um recuo em relação à "chapa da soberba".

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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