O simples indicativo de uma federação formada por União Brasil e Progressistas cria uma situação inusitada para o braço do PP que deseja migrar para a base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O assunto já vinha sendo articulado há tempos, mas, nesta terça-feira (18), houve uma decisão formal das lideranças do Progressistas para iniciar a federação. Caso confirmada, ACM Neto (União) vai “herdar” o PP baiano sem fazer muito esforço. E não necessariamente será uma aliança camarão, como aconteceu em outras oportunidades.
Os deputados federais Mário Negromonte Jr. e Cláudio Cajado estavam entre os entusiastas pela adesão ao governo do PT na Bahia. Além deles, é possível listar praticamente toda a bancada da sigla na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que, antes do primeiro turno de 2022, já mantinha um “pezinho” na base aliada petista. O início do mandato de Jerônimo só confirmou a expectativa de que os progressistas seguem a máxima de ser “base de sustentação ao governo”, independente de quem seja esse governo.
Agora, com a aproximação formal de uma federação com o União Brasil, as chances de uma aliança com o PT acontecer se esvaem no presente e se anulam no futuro. Não será viável, na estrutura de uma federação, fazer o que alguns deles fizeram em 2022, quando o Progressistas apoiava ACM Neto, mas os filiados torciam o nariz e subiam em palanques do adversário — no caso, Jerônimo Rodrigues.

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