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BOLSONARO, TARCÍSIO E A SUCESSÃO DE LULA

Coliuna Wense, 18 de novembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
BOLSONARO, TARCÍSIO E A SUCESSÃO DE LULA
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O natal se aproxima. O presente da oposição para o lulismo é o racha na direita. De um lado, os defensores da candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Do outro, o clã Bolsonaro que quer um nome da família. Tudo caminha para que o escolhido seja o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Será que esse movimento para lançar Flávio ao cargo mais cobiçado da República é pra valer? "Coincidentemente", faltando poucos dias do encontro entre Bolsonaro e o governador de São Paulo.

A opinião que começa a prevalecer no bolsonarismo é que o inelegível Jair Messias Bolsonaro quer indicar o filho Flávio para ser vice de Tarcísio. O problema é que o chamado centrão também quer. 

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Salta aos olhos que Bolsonaro vai exigir de Tarcísio uma série de compromissos. Um deles é, se eleito, o torne elegível pelo instituto do indulto, que seria questionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário.

Ora, ora, Tarcísio, já como presidente, no começo do governo, não iria comprar uma briga com a Alta Corte para satisfazer o bolsonarismo. A promessa do indulto seria jogada na sarjeta. 

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Tarcísio só vai dizer "sim" para Bolsonaro. Quem sabe até no maior desejo bolsonariano: a promessa de que não seria candidato à reeleição se a inelegibilidade do seu criador político fosse extinta. 

A verdade é que o clã Bolsonaro não confia em Tarcísio. Acha que o presidenciável, uma vez eleito, vai criar seu próprio caminho, sua própria luz. Não vai querer ser uma espécie de abajur. Um chega pra lá no bolsonarismo passa a ser só uma questão de tempo. 

Concluo dizendo que o tarcisismo e o centrão querem o apoio do bolsonarismo sem Bolsonaro, cuja rejeição passa de 50%. O espólio eleitoral do "mito" é bem-vindo. Jair Messias Bolsonaro, não. 

Lá na frente, com Tarcísio como chefe do Palácio do Planalto, o filho número 3, Eduardo Bolsonaro, vai dizer: "Eu não falei que esse Tarcísio não era confiável". Aí a Inês já está morta.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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