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BOLSONARISMO, LULISMO E A SUCESSÃO MUNICIPAL 

COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 24 DE MAIO DE 2024. 

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Por Mandato Bahia
BOLSONARISMO, LULISMO E A SUCESSÃO MUNICIPAL 
Montagem: Daniel Medeiros/O antagonista - Foto: Isac Nóbrega/PR e Ricardo Stuckert
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Cada município tem sua peculiaridade no processo sucessório. O prefeiturável deve agir de acordo com o que está acontecendo, sob pena de não ser competitivo diante dos adversários.

Veja, caro e atento leitor, o exemplo de Feira de Santana, na disputa entre José Ronaldo (União Brasil), que já governou a cidade por quatro vezes, e Zé Neto (PT), que já tentou ser prefeito em quatro oportunidades. 

As pesquisas de intenções de voto apontam José Ronaldo na frente, mas com uma diferença muito pequena sobre o petista, o que configura um empate técnico, tornando assim o resultado do pleito imprevisível. 

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Quando questionado sobre o bolsonarismo, que José Ronaldo é bolsonarista, Neto procura fugir do assunto. "Existe uma polarização de projeto, um projeto que está lá há 24 anos e um outro projeto que quer reformular a política na cidade", diz Neto. Finaliza dizendo que a questão política vai aparecer, mas a prioridade "é olhar para o futuro, como podemos melhorar a cidade". 

Zé Neto sabe que precisa conquistar uma parcela do eleitorado que votou em Bolsonaro na sua tentativa de se reeleger, que a discussão ideológica não é o melhor caminho. Ou conquista esses votos ou será novamente derrotado.

Em relação a sucessão de Itabuna, o cenário é diferente. O pré-candidato do PL, o engenheiro Chico França, tem que assumir o bolsonarismo de maneira mais contundente. Sem dúvida o melhor conselho para melhorar sua posição nas pesquisas. Vale lembrar que Bolsonaro foi votado por 52.768 itabunenses.

Para abocanhar uma parte significativa desses 52.768 que sufragou o nome de Bolsonaro na sua tentativa de permanecer por mais quatro anos no Palácio do Planalto, não basta só dizer que é de direita, tem que levantar a bandeira do bolsonarismo com mais emoção. 

Concluo dizendo que a estratégia política de Chico França na sucessão de Itabuna, no tocante ao bolsonarismo e lulismo, tem que ser contrária a de Zé Neto lá em Feira de Santana.

Chico França, prefeiturável do PL, abrigo partidário do ex-morador mais ilustre do Alvorada, tem a chave da porta para ser o representante-mor do bolsonarismo na sucessão de Augusto Castro (PSD). É só abrir e entrar.

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