"Bolsonaro recebeu R$ 44 milhões desde 2023, sendo quase metade em Pix, aponta relatório da PF". É a principal manchete de hoje do UOL Notícias e da Folha de São Paulo.
Os bolsonaristas vão ficar na história da República Federativa do Brasil como os mais generosos seguidores de um líder político, obviamente que me refiro a Jair Messias Bolsonaro (PL).
E o pior, também inacreditável, é que ainda tem muita gente disposta a fazer mais um Pix para o ex-morador do Palácio do Alvorada. Estão achando que R$ 44 milhões é muito pouco.
O inferno astral do ex-presidente Bolsonaro é outro. Não é falta de dinheiro. O dilacerante dilema é
a decretação da prisão preventiva substituindo a domiciliar. Com efeito, a Polícia Federal já prepara a cela que Bolsonaro deve ficar em caso de uma eventual decisão da Justiça.
Boa parte dessa quantia "irrisória" está indo para o filho número 3 de Bolsonaro, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje morando nos Estados Unidos com a missão de promover a política do "quanto pior, melhor". O exemplo símbolico é o tarifaço, cuja consequência é o aumento do desemprego.
O mínimo que os bondosos bolsonaristas deveriam exigir é uma prestação de contas de como essa dinheirama está sendo usada, mais especificamente por Eduardo Bolsonaro. Lembrando ao caro e atento leitor que o filho número 3 continua recebendo o salário de deputado.
R$ 44 milhões. Repito: R$ 44 milhões. Pensei que a militância do PT era a mais bondosa. Lembrei até da vaquinha para José Dirceu. Ledo engano.

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