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Política

A LIMITADA AUTORIDADE DE OTTO ALENCAR

Coluna Wense, 19 de novembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
A LIMITADA AUTORIDADE DE OTTO ALENCAR
Edison Rodrigues /Agência Brasil
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Usando uma expressão popular da região Norte do Brasil, mais especificamente do Pará, diria que o instituto da fidelidade partidária "foi para as pupunhas", desapareceu do processo político. 

Bem como o respeito pelos dirigentes partidários. A hierarquia escafedeu-se. O "general" da legenda vem sendo desdenhado pelo "soldado". A deferência foi substituída pelo deboche. 

Um bom exemplo de infidelidade partidária vem sendo protagonizado por ACM Neto, ex-prefeito de Salvador por dois mandatos e vice-presidente nacional do União Brasil. 

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O União Brasil, sigla que integra o chamado centrão, movimento político caracterizado pelo toma lá, dá cá, que é governo em qualquer governo, tem um pré-candidato ao pleito presidencial de 2026: Ronaldo Caiado, governador de Goiás. 

ACM Neto vem articulando, escancaradamente e sem nenhum constrangimento, à candidatura do presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. O ex-alcaide soteropolitano trata a legítima pretensão do seu colega de partido com uma inominável frieza. 

Lembrando ao caro e atento leitor que ACM Neto e o atual gestor de Salvador, Bruno Reis, do mesmo abrigo partidário do seu criador político, o União Brasil, já se reuniram com Tarcísio para tratar da sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. 

O deputado Cafu Barreto (PSD), vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, se debandou para o lado do netismo sem dar nenhuma satisfação ao senador Otto Alencar, presidente estadual do partido. 

Ao ser questionado sobre a saída de Cafu do PSD, Otto declarou que o parlamentar sequer deu uma satisfação. Finaliza dizendo que a mudança "não tem nenhum efeito eleitoral na região de Irecê". Cafu Barreto foi prefeito de Ibitita. 

Ao ser indagado sobre a opinião de Otto, Cafu Barreto chamou o senador de "mãe Diná". Disse que antes de migrar para o grupo de ACM Neto, ouviu "a voz das ruas".

A fidelidade partidária sucumbiu diante dos interesses e das conveniências pessoais. É cada qual cuidando do seu próprio quintal. 

Qualquer liderança do PSD da Bahia que resolva apoiar à candidatura de ACM Neto na sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem o aval da executiva nacional, sob a batuta de Gilberto Kassab, o que faz com que a autoridade de Otto seja limitada.

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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